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quarta-feira, 17 de março de 2010

"Que Cambada de Malucos!" - Turma B


A Joaquina amava o José. O José amava a Joaquina. Estavam noivos e planeavam casar. Mas os pais da Joaquina opunham-se ao casamento. Diziam que o José era muito desvairado.

O José e a Joaquina resolvem ir dar uma volta. Haviam de provar aos pais da Joaquina que havia pessoas mais tontas que o José.


Logo no início do passeio, deparam-se com um casamento. O noivo muito gago, o padre e os convidados esperavam impacientes pela noiva. Esta aparece esbaforida. Tinha estado a semear as flores para o seu ramo, mas elas demoravam a nascer.
- E regaste-as, minha filha? - pergunta o padre.
- Filha? O senhor é meu pai? Bolas, assim tenho dois pais! - lamenta-se a noiva.

A Joaquina descansa o José. Mal chegasse a casa iria semear as flores para o seu ramo de noiva. Não ia esperar pela manhã do dia do casamento.


Mais à frente, encontram uma velhinha que perdera os óculos e não via "um boi numa curva" e dois soldados. Um via uma raposa a andar de skate, o outro um leão a voar. E os leões nem voam!


Conversa de malucos, concluem o José e a Joaquina.

Começou a chover. Um homem entretém-se a contar os pingos de chuva que lhe acertam na cabeça - um... dois... três... quatro, cinco, seis...; uma mulher tenciona semear moedas e dois outros homens tentam derrubar um muro atirando-lhe... tomates!


- Que cambada de malucos! -dizem o José e a Joaquina.

-Vamos voltar para casa, já temos o que contar aos teus pais. Já lhes podemos provar que há gente muito mais desvairada do que eu! - conclui o José.

Os alunos da turma B e a respectiva professora atribuíram a este projecto... um grande sorriso!

"O Nabo, Nabão"- Turma A

Numa linda manhã, um velho magrinho, o Manel, e uma velhota rechonchuda, a Maria, resolvem semear nabos. A borboleta elogia o dia e o pássaro quer comer as sementes.

O nabo cresce a olhos vistos e é chegada a hora de o arrancar. O velho sozinho não consegue e chama a sua Maria. Os dois não conseguem e chamam uma rapariga. Os três não conseguem e chamam o irmão da rapariga. Mas, os quatro juntos também não o conseguem arrancar e acabam por desistir.
Um robô que por ali passava vê o nabo, nabão e resolve arrancá-lo. Não consegue. Chama a formiga que se recusa a ajudar por ser muito pequenina. Então aparecem o leão e o coelho prontos para o nabo arrancar. Puxam, puxam, puxam... e nada! O nabo continua bem enterrado.

Uma vizinha curiosa tenta arrancar o nabo, nabão. Um cavalo guloso cobiça as suas folhas tenrinhas e a girafa também quer um bocadinho. Mas o velho magrinho aparece e expulsa-os da sua horta.

O velhinho Manel tenta mais uma vez arrancar o nabo. O cão oferece-se para o ajudar. O gato e o rato também aparecem para dar uma mãozinha (ou melhor, uma patinha) e até a formiga , desta vez, ajuda a puxar. E os cinco puxam, puxam, puxam... e arrancam o nabo, nabão!

Que bela sopa vão fazer!

Os meninos da turma A e a respectiva professora avaliaram o projecto com um grande sorriso!

Projecto "Dar Vida às Palavras"

Os meninos do 1.º ciclo não têm dado notícias. Andam muito caladinhos, cheios de segredos. O que andarão a preparar?

Hoje desvendámos o mistério: estiveram envolvidos no projecto "Dar Vida às Palavras". Este projecto, apresentado pela animadora socioeducativa, Celeste Santos, e dinamizado por ela e pela professora bibliotecária, Alda Serras, começou em Janeiro com a leitura de dois contos.


A turma A (1.º e 2.º anos) leu "O Nabo Gigante", de António Mota.

A turma B (3.º e 4.º anos) leu "A Machada Machadinha do José e da Joaquina", de António Torrado.

Depois, cada aluno escolheu uma personagem do conto e construiu o seu fantoche.

Seguiu-se uma actividade de escrita criativa. Em grande grupo, os alunos recontaram a história e, como quem conta um conto..., com muita imaginação e uma boa dose de criatividade, o texto final ficou muito diferente do original.

De seguida, foi preciso ensaiar. Cada menino decorou o seu papel e treinou a manipulação do fantoche.

Hoje, perante uns convidados muito especiais - os menos do Jardim de Infância de Carvalhal- as duas turmas fizeram a apresentação das suas peças de fantoches: "O Nabo, Nabão" - turma A e "Que Cambada de Malucos!" - turma B.